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...uma criatura magrela e um ser que deixa a desejar no quesito beleza; ao me ver tenho certeza que não darias nada por mim, mas ao levar um papo tenho certeza que pelo menos um dinheiro pro café,você vai dar !

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Era uma vez em Barguilândia (Acorda,Brasil)

Mais um dia em Barguilândia,uma manhã ensolarada pede licença e atravessa as cortinas,implorando ao menino que acorde.As flores com gotas de orvalho em suas pétalas,e o cheiro da terra úmida complementam o cenário.Ele se levanta e se lava no lago,lago lindo com água cristalina e um bem estar que só quem é feliz sente,sente vontade de sorrir e sorri,mesmo que seja só por rir.
Prepara com atenção o café,aquele com cheiro conhecido,que lembra o da sua mãe ou o da sua avó,biscoitos de forno,chocolate,polvilho,tem de tudo.Pães de queijo quase se perdem no meio das frutas,são tantas,maçãs,ameixas,uvas das mais diversas cores,sim,bem ele come porque é feliz,começa então a sequência de sucos,manga pra animar,laranja pra dar força,um de pitanga pra dar graça.Sai da mesa,em sua casa a visão é panorâmica,é só imaginar um disco voador transparente todo cercado de vidro,e pronto,lá está.E o menino caminha pra fora,passa pelo jardim e é tanta beleza nesse mundo,vai,vai sim caminhar,passa pelo viaduto que paira sobre o parque onde outras crianças brincam,vai até o mercado central,que é o ponto de troca da Barguilândia,onde cada produto tem o seu valor fixo de troca,pois o dinheiro não existe em Barguilândia,e também não existem 'dores de cabeça' com contas de água,luz ou telefone,tudo é gratuito,tudo é livre,todos cumprem o seu respectivo trabalho em favor do conjunto.
O governo de Barguilândia é formado por todos os seus membros/habitantes,todos eles,e é dividido em distritos e todos têm direito semelhante,mas,se por algum acaso alguém ousar prejudicar a constituição barguilandense,esse alguém é punido sendo expulso da Barguilândia.Aqui nesse mundo fantástico e limpo,todos têm a consciência moral,por isso,nunca verá ruas sujas ou águas poluídas aqui.
O menino volta do mercado central com suas compras,regou as suas flores e foi brincar,sim,brincar,outro detalhe muito importante é que todos os membros/habitantes da Barguilândia são crianças,seu ciclo vital é normal,com uma diferença,não crescem jamais,não perdem a inocência,acho que isso ajuda na reciclagem do sistema da Barguilândia.
Na brincadeira,os dois sobem em suas respectivas bicicletas e pedalam em direção a estrada central,que leva ao mercado central e passa pelo vale central,sobem arduamente a rua de terra que dá pra estrada,o sol ainda arde os raios da tarde,e como num toque de mágica a subida se transforma em uma descida em ladeira,eles largam o guidão e abrem os braços,o menino sente uma brisa fria cortar a face,ele ainda escuta a menina dizendo para abrir os olhos e freiar,ele atende o pedido,e se depara com a barreira lateral da estrada,o medo lhe congela,e seus dedos não respondem e não tocam os freios,ele simplesmente se deixa cair,e imediatamente sente o corpo pesado,é como se despencasse parado,apenas escuta uma voz suave dizer:
- abra os olhos !
Ele atende o pedido pela segunda vez,e,pra sua surpresa,o sol não mais brilha pois é noite,em sua cama,seu corpo não é mais de menino é de homem,sua casa não mais é de vidro,nem tem visão panorâmica,ele se levanta e pelo caminho,na mesa da sala vê a carta de mais uma prestação da moto,olha à janela e nada de plantações,só carros e prédios,indo até a cozinha,ele vê guardada em uma fruteira,uma maçã esquecida que apodrece em desprezo e ele finalmente cai em si,está em casa,seu país não é nada perfeito,é cercado de corrupção,sujeira e violência,se dirige ao seu computador e após uma longa reflexão,solta um riso e diz:
- Barguilândia,né?!

Allan Bonfim.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Real fantasia (Pra quando o carnaval chegar)

As cortinas se mexem,o palco já está quase pronto.
Vai começar o "carnaval"....
Ajeitem-se em suas cadeiras,liguem suas tvs.
Vai começar o "carnaval"....
saiam por aí,Pernambuco,Rio,Bahia.
Vai começar o Carnaval...
Mas por favor,não comprem balas dos meninos que vendem balas.
Vai começar o "carnaval"...
Não comprem balas,pois os meninos levarão balas.
Vai começar o "carnaval"...
Retiramos os 'encostados' das ruas pra vocês.
Vai começar o Carnaval..
Andem nas ruas e consumam bastante.
Vai começar o Carnaval.
Sintam-se seguros,a polícia está ALERTA.
Vai começar o Carnaval...
Nada de urinar nas ruas,nessa época é feio
Vai começar o Carnaval...
Corram policiais,escondam os corpos,
escondam as balas,os turistas vêm/veem aí.
Vai começar o "carnaval"...
Sorriam,gente feliz é o que somos,
mesmo debaixo da chuva.
Vai começar o Carnaval...
Mesmo debaixo da água,de toda essa 'água'
Vai começar o "carnaval"...
Afogados salvem-se,'afogados' emerjam.
Vai começar o Carnaval...
Levem cinco dias de boa vida e felicidade.
Vai começar o "carnaval"...
Esqueçam os corruptos e apertem suas mãos.
Vai começar o "carnaval"...
E olhem lá.
Vai começar o Carnaval...
A Colombina fugiu do Pierrot de novo.
Vai começar o Carnaval...
Cautela nas estradas.
Vai começar o "carnaval".
Eu sou o Pierrot,
E o Arlequim diz:
O CARNAVAL JÁ COMEÇOU !!!

Allan Bonfim.